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Em Minas, Empresários e Trabalhadores se Juntam em Defesa da Indústria

Empresários e sindicalistas se reuniram no dia 12 de abril, em Belo Horizonte (MG), para defender medidas em favor da indústria. Entre os pontos de consenso estão a redução de juros, a desvalorização do real e mais investimentos em educação. E, embora elogiem medidas econômicas que vêm sendo tomadas pelo governo federal, os dois lados dizem que o País precisa de mudanças mais amplas para evitar o que consideram ser um processo de desindustrialização em curso. "No ano passado, só o setor de máquinas teve um déficit de R$ 18 bilhões. Neste, até fevereiro, já foi de mais de R$ 3 bilhões, 18% a mais do que o mesmo período do ano passado", disse Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo ele, o faturamento do segmento somente conseguiu crescer quase 6% porque muitos empresários estão importando e revendendo máquinas no Brasil. "Estamos virando comerciantes, representantes de máquinas importadas", queixou-se. O uso da capacidade instalada nesse segmento caiu para 72% em fevereiro, o pior, segundo o empresário, desde 1990.

A Abimaq foi quem idealizou o movimento "Grito de Alerta. Em defesa da produção e do emprego e contra a desindustrialização", que conta com o apoio de entidades empresariais e centrais sindicais. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, empresários e trabalhadores já foram para as ruas em atos e eventos conjuntos. Em Belo Horizonte, houve debate sobre a desindustrialização na Assembleia Legislativa.

O pacote de R$ 60 bilhões de estímulo à economia, anunciado pelo governo na semana passada, e as medidas para desonerar a folha de pagamento de alguns setores, entre outras iniciativas, são passos positivos, que ajudam a indústria, segundo Aubert Neto, mas que estão longe de ser uma solução. "Enquanto não se mexer no câmbio, nos juros e nos tributos, estaremos dando um remédio antitérmico para quem está com uma doença grave".

O setor têxtil, fortemente afetado pela concorrência asiática, perdeu 10 mil empregos no ano passado, enquanto em 2010 haviam sido geradas 62 mil vagas, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção, Aguinaldo Diniz Filho.

"A indústria têxtil não pede proteção, pede condições igualitárias para enfrentar os importados", diz ele. O câmbio de equilíbrio para a indústria seria entre R$ 2,15 e R$ 2,20 na visão da Abimaq, poderia chegar a R$ 2,40.

Sindicalistas apoiam os pleitos do empresariado, mas mostram divergências quando o debate entra no pedido de reforma trabalhista. "A defesa por parte das empresas de uma reforma trabalhista passa por uma redução de direitos dos trabalhadores, como forma de reduzir o custo Brasil, e nisso não concordamos", disse o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que participou ao evento juntamente com os empresários.


Fonte: Valor Econômico
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